Aqui, as CPIs do Apocalipse; Jampa Digital, Gari e Cuiá

A Câmara de João Pessoa está devendo, e faz tempo. Já deveria ter esclarecido os escândalos do Jampa Digital, que ganhou ampla repercussão nacional, com direito a matéria no Fantástico e tudo mais; Gari Milionário da Emlur e desapropriação da Fazenda Cuiá.

A legislatura passada não teve coragem de apurar as supostas irregularidades. A propósito, o vereadores de oposição fogem desses temas como o tinhoso da cruz. Diz-se que a coisa é tão feita que não aguenta uma manhã de investigação parlamentar. O legislativo prepara-se para montar as três CPIs de uma só vez.

Os vereadores de oposição tremem só de falar nesses escândalos. Por isso, já é considerado, desde já, de CPI do Fim do Mundo, ou do Apocalipse, como queira. Veja abaixo o que pode ser investigado:

Jampa Digital – Se refere à liberação de recursos do Governo Federal a pretexto de implantar um sistema de Internet grátis na orla de João Pessoa. Pois bem, a Prefeitura à época investiu mais de R$ 4 milhões e o projeto nunca funcionou. A denúncia é de superfaturamento.

Gari Milionário – Envolve um personagem de nome Magildo Nogueira Gadelha que, de forma surpreendente, venceu uma licitação na ordem de R$ 632.610,00 na Emlur, quando a empresa tinha no comando Coriolano Coutinho, que recebeu uma multa de R$ 4.1 mil, depois que o Tribunal de Contas constatou irregularidades.

Cuiá – É considerado o escândalo “cabeludo” e refere-se a desapropriação de uma área em tempo recorde. Falam que foi paga uma indenização milionário, que não valia o preço que tinha sido pago pelo Município. Isso aconteceu às vésperas das eleições de 2010.