Enquanto se preocupa com as eleições de 2018, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) não se deu conta de uma dívida de 75 mil reais com o Campinense. O presidente do clube, William Simões, fez a cobrança de público e prometeu levar os jogadores para frente da sede da Prefeitura.
Conforme noticiado, o prefeito teria autorizado o uso da logomarca do Maior São João do Mundo no uniforme dos jogadores. A divulgação teria sido feito durante os jogos do representante paraibano nas Copas do Brasil e do Nordeste.
Simões conversou com os repórteres do portal Maispb e disse que já procurou a Prefeitura para negociar o pagamento, sem, no entanto, conseguir êxito. A Prefeitura, como de costume, garante que nunca se negou a quitar qualquer dívida com o Campinense, considerando as declarações injustas e descabidas.
Simões concedeu entrevista e afirmou que “o patrocínio que colocamos na camisa foi a marca do Maior São João do Mundo e eles não pagaram faz mais de um ano. A Prefeitura não procurou, eu que procurei o prefeito, que só promete e não cumpre. Espero que ele pague”.
Só agora, depois de mais essa cobrança, é que a Prefeitura surge com a informação de que o foco é a educação, saúde, infraestrutura e ações para a geração de emprego. Porém, quando foi para fazer o contrato com o Campinense nada disso foi observado.
O Campinense tem a mesma reação de artistas que se apresentaram no São João de Campina, e também não tinham recebido. Só aconteceu depois que o assunto foi para o asfalto.
Confira abaixo a nota da Prefeitura:
“A Prefeitura de Campina Grande vem, de público, prestar esclarecimentos a respeito de declarações injustas e descabidas do presidente do Campinense Clube, William Simões, feitas à imprensa nesta quinta-feira, 4, em relação a pendência financeira do Município com a tradicional agremiação de futebol. Importante ressaltar que, em nenhum momento, a Prefeitura se negou a quitar qualquer dívida com o Campinense.
Por diversas vezes, a Secretaria de Finanças tentou honrar o compromisso com base em contrato publicitário, mas uma série de restrições de ordem documental, tributária e trabalhista do clube lamentavelmente impediu automaticamente a quitação do débito. Pagamentos, no âmbito do poder público, não podem ser feitos por mera vontade do gestor. Pelo princípio de zelo com o dinheiro do contribuinte, devem seguir métodos e procedimentos rudimentares, por exemplo, como correta prestação de contas do conveniado e a habilitação dele junto às instituições, como Justiça do Trabalho e Receita Federal.
A Prefeitura de Campina Grande, que mantém seu foco prioritário nos investimentos em áreas essenciais como a Saúde, Educação, Infraestrutura e ações para a geração de empregos, reitera o respeito e a atenção à instituição do Campinense Clube e a todos os times da cidade, reafirmando a disposição de, na medida do possível, apoiar e incentivar o esporte que tanto orgulho tem dado ao povo desta terra.”
