PMDB: Dissidente sai cantando unidade onde já existe

Desde que assumiu a postura de aliado do Governo do PSB, o deputado Veneziano do Rêgo começou a frequentar o noticiário como adversário do PMDB. No penúltimo embate desta segunda-feira (27), ele passou pelos estúdios da Rádio Arapuan – após reunião do partido – e se opôs à Executiva estadual, prevendo para março sua saída da sigla que lhe deu legenda para ser candidato a governador em 2014

O contencioso do ex-cabeludo tonifica a suspeita de que o caminho mais próximo de sua filiação é o Partido Socialista Brasileiro do governador Ricardo Coutinho. Algo que o deputado se apressa a declarar que poderá acontecer em março de 2018, ano das eleições estaduais. Porém, não explicou para os peemedebistas sobre a nomeação de sua esposa Ana Cláudia para a Secretaria Executiva da Casa Civil.

Um dos integrantes da Executiva do PMDB chegou a dizer: “Estou constrangido com essa situação. O propósito dele (Veneziano) é nos constranger a todos e é isso que está acontecendo”.

Portanto, como se sabe, Veneziano trabalha para levar os peemedebistas para a base socialista. Não vai conseguir, porque o senador José Maranhão – presidente do PMDB da Paraíba – já tem uma posição desde que rompeu a aliança de 2014 com o PSB: “Tentou desmoralizar o nosso partido”, reiterou se referindo ao governador.

Outro dissidente, Raimundo Lira surpreendeu com uma revelação. Disse ter comunicado ao governador Ricardo Coutinho, durante a inauguração do Eixo Leste da transposição, em Monteiro, com a presença do presidente Michel Temer, que não teria como seguir seu projeto, caso o PMDB adotasse a sua candidatura à reeleição. Recebeu o apoio de todos e o compromisso está fechado, já faz tempo.

O saldo da reunião foi esse: 11 integrantes da Executiva apoiando as ações da presidência do partido, contra um único voto contrário de Veneziano, que saiu cantando unidade onde já existe.


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