‘Feito a ordem’ acabou com o movimento rebelde no PMDB

Por mais que seja a insistência, o esforço e o sentimento de espernear, o senador suplente Raimundo e o deputado federal Veneziano do Rêgo não conseguirão o objetivo de fazer a transposição (palavra da moda por aqui) do PMDB até o Palácio da Redenção. O senador José Maranhão, presidente estadual da legenda, chamou o “feito a ordem” e bateu o martelo no desejo dos peemedebistas renovarem a aliança vitoriosa das eleições municipais de João Pessoa em 2018.

O senador Raimundo e Veneziano querem mesmo um motivo para a desfiliação deles do partido? Pois bem. Se depender de Maranhão não terão de jeito nenhum, porque a decisão de rompimento da aliança com os socialistas é majoritário. Mas alguém pode sair com a opinião acerca da divisão da bancada de deputado estadual, mas afirmação acerca do tema vem da fala de um peemedebista governista: “Vamos nos encontrar lá na frente”, disse.

Como o blog não foi autorizado a divulgar a identidade do autor da frase acima, então deixamos sob suspense o que significa “lá na frente”. O certo é que a movimentação recente de filiados “infiéis” perdeu força a partir da postura adotada pela cúpula do partido. Ou seja, não tem graça mais falar sobre um assunto que “morreu” antes do nascedouro.

No caso de Veneziano, por exemplo, ele tem interesse que a divisão seja mantida por dois aspectos: o primeiro, repercutir que o PMDB não concorda com a aliança envolvendo o PSDB e PSD e, depois – o mais importante, talvez – manter os espaços que passou ocupar a partir do movimento rebelde contra o presidente José Maranhão.

Sim, e sobre a reunião da Executiva que insistentemente Veneziano vem cobrando? Decerto, não acontecerá agora e, provavelmente, ocorra lá para o segundo semestre do ano. Não tem motivos para o encontro, até porque os assuntos para deliberar sobre decisões políticas não tem previsão para este momento. Portanto, se a intenção é criar um movimento para sair, então que unilateralmente comecem a arrumar as malas.