Lira espera por decisão do STF para substituir Renan

O senador Raimundo Lira (PMDB) vê como “queimação” ao seu nome a informação da mídia nacional, em lançá-lo como provável substituto de Renan Calheiros (PMDB-AL) na Presidência do Senado em 2017. Surgiu depois do Supremo Tribunal Federal (STF) proibir que réu possa assumir função do gênero, e contra Renan existem 11 inquéritos em investigação na Corte, graças ao foro privilegiado.

Lira quer ser ungido de forma natural, mas sabe que o caminho mais curto de sentar na cadeira que um dia já foi ocupado pelo paraibano Humberto Lucena, também peemedebista como ele. Sabe por que? Bem, dos 19 parlamentares do partido é o único a reunir condições de chegar ao cargo, pois tem ficha limpa, além das senadores Kátia Abreu (TO) e Rose de Freitas (ES).

Trata o tema como “especulação”, mas trabalha para ser presidente do Senado antes de ser escolhido para comandar a comissão do impeachment da petista Dilma. Antes de se lançar candidato, o senador Lira faz figa para o Supremo oficializar a decisão de proibir réus em ações penais de permanecerem na linha sucessória presidencial.

No PMDB é assim, um partido de amigos, mas cheio de inimigos.