Em defesa da reunificação da eleição, Lira quer ficar até 2020

Sem chances de reeleição, caso tenha que enfrentar o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), Raimundo Lira (PMDB) subiu à tribuna do Senado Federal esta semana para defender, veja você, além do fim da reeleição, cinco anos para os atuais detentores de mandato. Quer ficar até 2020 ocupando a cadeira que já foi do hoje ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, sem que tenha obtido um único voto.

Como se sabe, Lira saiu menor das eleições municipais deste ano, conforme noticiado aqui. Não acompanhou o partido e preferiu caminhar com o governador Ricardo Coutinho (PSB), apoiando candidatos a prefeito derrotados nas eleições de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo e Cajazeiras, para citar algumas cidades. Ele defende o fim da reeleição e o pleito unificado sob o argumento: “Para que as coisas melhorem no Brasil; não precisa fazer nada de excepcional”.

Depois: “Basta acabar com aquilo que nós achamos que é errado. Basta evitar de criar coisas novas que nós achamos que não são corretas também…”

“… E o Brasil criou a reeleição, quando 90% dos parlamentares achavam que era um erro para o país”, proclamou.

Sobre o número excessivo de partidos: “Todos os sistemas políticos dos países desenvolvidos tem uma cláusula de barreira, seja ela explícita ou cultural. A Alemanha, por exemplo, tem um sistema multipartidário e uma cláusula de barreira de 5% dos votos nacionais”.

Só não apresentou a solução para estancar o crescimento de partidos. Afinal, sua preocupação é com a ampliação do mandato.