Vené apostou no ‘impossível’; é o mais novo eliminado

Derrotado na tentativa de voltar a comandar a Prefeitura de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) apostou no “impossível” e se deu mau. Agradeceu “aos 53 mil campinenses que votaram em mim”. Tentou converter limão em limonada: “Lutamos contra estruturas de poder e contra grupos econômicos que tinham interesse na continuidade da atual gestão…”

“… Nos deparamos com a mentira, com as maldades e a utilização desmedida, acintosa e sem limites da máquina pública”.

Veneziano traz essas declarações em nota que fez chegar a setores da imprensa paraibana. Porém, esqueceu de contar o grande equívoco de apostar no “impossível”. Por isso, se deu mau. Em meio as dificuldades impostas dentro da própria campanha, achou que teria o apoio do governador Ricardo Coutinho. Não calculou que seria o próximo eliminado.

Calculou que o governador tinha interesse na derrota o grupo Cunha Lima, integrado pelo prefeito reeleito Romero Rodrigues (PSDB), e seguiu em frente. Esbarrou na candidatura socialista de Adriano Galdino, colocada de propósito para justificar a não aliança com o cabeludo peemedebista.

O resultado não poderia ter sido outro: a acachapante derrota nas urnas. Sai menor da campanha do que entrou.

Sua última frase foi a seguinte: “Ratifico o meu irrestrito e permanente compromisso de continuar a fazer por Campina Grande, através do Mandato que voltarei a exercer como Deputado Federal, ao término de nossa licença”.

Que continua, não há dúvida. Mas, para Veneziano, o “até logo” pode não ser tão simples. A fila do seu PMDB tende a andar com outros nomes tão valorosos quanto o dele.