PSB questiona: por que Cida e não Estela, ou João Azevedo?

O PSB de João Pessoa programa uma reunião para os próximos dias. Não tem uma data marcada no calendário, mas será um encontro para avaliar o resultado de domingo (2). Uns ainda questionam por que Cida Ramos, e não Estela Bezerra ou João Azevedo? O partido cometeu o mesmo erro do passado, quando descartou à reeleição de Luciano Agra. Saiu menor dessa campanha.

Aquela que seria a principal legenda da oposição na campanha pretende analisar a fatura cobrada pelo infortúnio. O assunto está restrito a poucos, mas as decisões do governador Ricardo Coutinho, estrela maior dos socialistas paraibanos, não está sendo digerida por alguns integrantes do partido. Como se trata da segunda derrota consecutiva para o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), o preço é acrescido de juros e multas.

Decidiu-se abrir um crediário. O pagamento será feito em parcelas de autocríticas. Por exemplo: o ideal teria sido se coligar com o prefeito reeleito, indicando o candidato a vice dele. Era outra tese defendida por quem não decide, ou não tem a palavra final. Por isso, para programar a liquidação da primeira parcela, a decisão tinha que ser em grupo e não isolada.

Trabalha-se, desde já, um plano de reestruturação da legenda. Devem integrá-lo, além do governador, gente de outro partido. Fala-se no senador Raimundo Lira (PMDB), diga-se, com o pé do lado de fora da legenda peemedebista. Há quem diga que pretende ser o senador de Ricardo Coutinho. Veneziano Vital, também do pemedebê, deve entrar nesse barco.

Os socialistas voltam-se os olhos para as eleições estaduais de 2018 e, sobretudo, a decisão do governador Ricardo de seguir com o mandato até final dos quatro anos, ou interrompê-lo para concorrer a vaga de senador, deixando a vice Lígia Feliciano (PDT) em seu lugar. Ai, o PSB trabalha dentro da zona de risco.

A despeito da lipoaspiração das urnas das eleições municipais, os socialistas buscam a superação e a desconfiança.