Operadoras de telefonia tremem só de falar em prisões

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Assembleia Legislativa para investigar “abusos” das operadores de telefonia aqui na Paraíba, pelo que produziu, já está rendendo homenagens aos usuários se fechassem a conta e descesse do palco de fininho. Porém, acontece o contrário. Em decisão do deputado-presidente João Gonçalves (PDT), “os trabalhos estão apenas começando”. A intenção é evitar o lucro exagerado em troca de investimentos e uma melhor prestação de serviço.

Os representantes das operadoras só visam o lucro, mas corre da CPI legislativa como o diabo da cruz. Deve-se a possibilidade de mandar alguns deles para a prisão, assim como age o juiz federal Sérgio Moro com os malfeitores investigados pela Operação Lava Jato. Os “caras” não querem prestar esclarecimentos sobre as ilegalidades detectadas ao longo do período do trabalho parlamentar.

Tanto é verdade que não querem prestar esclarecimentos e recorreram ao Poder Judiciário da Paraíba, que tomou a decisão correta para zelar pelo interesse dos consumidores. Negou, de pronto, a tentativa de obstacular a ação judicial. Isso, por se só, já era motivos de prisão dos representantes das operadoras. Para citar alguns dos crimes, existem pelo menos 3 considerados da maior gravidade.

Crimes esse que vêm sendo mais combatido atualmente no País. São eles: sonegação e cartel oligárquico, além do não cumprimento da obrigação em contratos; esse último de menor potencial. O lucro das empresas atingem a soma astronômica de R$ 282 milhões. Achou pouco? Isso tem trazido danos aos consumidores de telefonia fixa, pois há lucratividade e os investimentos para melhorar o serviço é quase zero.

Há uma denúncia detectada pelos deputados que carece de uma apuração profunda do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, da Receita Federal e da Polícia Federal. Os pré-pagos estariam sendo negociados e a nota fiscal não é recolhida. Ou seja, causando um enorme prejuízo ao tesouro estadual se levado em consideração a arrecadação de R$ 282 milhões com o serviço.

Ao contrário de muitas CPI’s, até aqui, a comissão da Assembleia Legislativa da Paraíba não está servindo apenas para exibir plateia, tampouco blindagem dos representantes enrolados com a investigação parlamentar. Para evitar que as operadoras continuem a torrar com a paciência do contribuinte paraibano, forçando uma porta que o Judiciário já arrombou, quando deu o aval para um trabalho amplo.