Cássio sofreu ‘golpe judicial’ patrocinado pelo PCB

Você está lembrado: o PCB promoveu a ação que cassou o mandato do governador Cássio Cunha Lima. Um partido como outro qualquer, mas, no entanto, com poucos recursos financeiros para ter patronos capazes de convencer a Justiça Eleitoral a arrancar o mandato de um chefe do Executivo estadual. Naquele época – 2007 – falava-se pouco sobre “golpe”.

Não vivíamos o momento atual, quando de dez palavras pronunciadas 9 é “golpe”. Ainda hoje, mesmo com o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, ainda é a palavra mais comentada. Porém, o então governador Cássio Cunha Lima sofreu um tipo diferente, que poderia ter sido batizado de “golpe judicial”.

Teve pouca chance de defesa na ação do PCB. Isto mesmo, do PCB. Este partido, talvez sobreviva por causa de sua história construída no século passado. No entanto, apareceu com dinheiro suficiente para promover uma ação contra um governador. Talvez, hoje um recurso judicial de um partido do tamanho dos comunistas não passava do setor de protocolo da Corte.

Mas havia à época um desejo tão grande de cassar que a ação do PCB foi capaz de fazer um grande estrago. Uma injustiça irreparável, que a própria Justiça seja capaz de recordar o passado. A responsabilidade para recuperar a imagem da Corte ficou para as composições futuras após o injusto julgamento, que pode ser batizado nos dias atuais de “golpe judicial”.

Nas palavras de Cássio uma única reação: “É bem melhor conter a revolta, contar os dias e esperar a volta”. A lembrança serve apenas para mostrar que dez anos depois, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), extinguiu, em decisão monocrática, recurso que tentava suspender a cassação do então governador paraibano Cássio Cunha Lima.

O argumento: perdeu o objetivo.