João Pessoa é de todos e não de apenas de dez vereadores

Dez vereadores e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), requerida com o propósito de investigar as obras de revitalização da Lagoa, ou o Parque de uma área centenária que nenhum prefeito que antecedeu Luciano Cartaxo (PSD) teve a coragem de mover uma única pedra. A reação ao investimento colocado de forma destemida parece mais provocar uma crise de ciúmes, uma onda de quem não pretende ver o desenvolvimento da cidade.

Raoni Mendes (PTB) e Renato Martins (PSB) comandam o grupo de vereadores que assinou o requerimento. Eles se tornaram inimigos da gestão, que não pensa na melhoria da qualidade de vida da população e, sim, fazer oposição “quanto pior, melhor”, conforme pode ser observado numa ação com características eleitoreiras e que não deixa dúvidas de que tudo ocorre por causa do período eleitoral.

É estranho o comportamento do vereador Bruno Farias (PPS), que tem lá suas mágoas. Mas se revoltar contra a cidade não faz parte do sentimento do poeta. Tenha certeza disso. Por outro lado, Adjanilson “Faca Cega” da Fonseca o apelido já diz tudo. No entanto, uma coisa é certa: cego ele não é de jeito nenhum. Circula em todos os lugares, principalmente onde o poder estar presente.

Dos que assinaram o requerimento em defesa de uma João Pessoa atrasada, os vereadores Lucas Brito (DEM) e Zezinho do Botafogo (PSB) fizeram com a intenção de ver o circo pegar fogo, Chico do Sindicato – dizem estar filiado agora ao PT do B – também. Fuba (PT) assinou e saiu de perto e João dos Santos (PTN) deixou sua escrita em troca do mandato do filho Elmano, suplente de deputado estadual.

Felipe Leitão, ex-Solidariedade, também tem lá suas razões e não adianta questioná-lo porque é seu estilo. Mas, enfim, a aposta feita pelo líder da oposição Renato Martins das assinaturas que garantiriam a instalação da CPI foi confirmada nesta terça (8), ele que não tem menor interesse por isso aqui, porque não se identifica com João Pessoa e mostra ser um bom cearense.

Em nota, a Prefeitura de João Pessoa considerou a ação dos vereadores de eleitoreira. Veja abaixo o escrito:

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“Em face das recentes movimentações de alguns vereadores da Câmara Municipal de João Pessoa sobre as obras do Parque Solon de Lucena, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vem a público fazer as seguintes considerações:

A histórica obra do Parque Solon de Lucena está em sua etapa final. Até o mês de junho, João Pessoa irá receber de volta o maior cartão postal da cidade. A obra deixará um importante legado para nossa população. Ao lado de outras iniciativas realizadas pela atual gestão, a requalificação da lagoa atende a um novo conceito de cidade, com a oferta de espaços públicos de qualidade para a população.

 Além do permanente trabalho de fiscalização e acompanhamento da PMJP, a obra da nova lagoa foi auditada pela Controladoria Geral da União (CGU), que em seu relatório sugeriu adequações, já observadas pela prefeitura. A própria instituição considerou, no ano passado, a capital paraibana como uma das mais transparentes do país. Ressalte-se ainda que, além da CGU, a PMJP está enviando todas as informações necessárias sobre a obra aos órgãos competentes.

 Para a prefeitura, fica claro que a tentativa de instalação de uma CPI em pleno ano de eleições tem um propósito puramente eleitoreiro. Lamentavelmente, a oposição quer utilizar a Câmara de Vereadores como instrumento de interesses políticos menores.
Convicta da importância da obra para a cidade, e de que as instituições competentes irão acolher as explicações da prefeitura, embasadas em relatórios técnicos, a PMJP reafirma o compromisso de que o novo Parque Solon de Lucena será entregue à população em junho deste ano.”