Sobre acusação, JM diz: ‘Nota do governo está eivada de má fé’

Com atraso, pois a nota chegou no email do signatário do blog na madrugada desta quarta (30), o documento manifesta a “indignação” do ex-governador José Maranhão (PMDB), atualmente senador da República; “diante das repetidas acusações de teria provocado o desequilíbrio das contas públicas”, na época do seu governo. Não há menção explicita ao sucessor Ricardo Coutinho (PSB). Por temor, quem sabe de uma possível retaliação política.

A nota começa assim: “Para contestar dados publicados na coluna da Jornalista Lena Guimarães, do Jornal Correio da Paraíba, edição do dia 26 de dezembro do corrente ano, em matéria assinada pela Jornalista Adriana Bezerra, que substitui a titular, o Governo do Estado enviou à redação do citado jornal, matéria requerendo direito de resposta. A reportagem principal tinha o título de ‘Artilharia Pesada’, sendo aquela resposta publicada na mesma coluna, na edição do dia 28/12/2015, com o título “A Versão do Governo”.

Faz alusão, veja você, ao “despreparado redator da resposta oficial”. Empilha que “o débito que meu governo deixou de 1,3 bilhão de reais já foi rebatida inúmeras vezes, desde o início de 2011, por mim e pelos componentes da equipe econômica do meu governo”. Adiante: “É uma afirmação falsa, cavilosa e sem comprovação”. Porém, sem citar nome (s) do (s) possíveis caluniador (es).

Repisa a tecla que motivou a nota: “Em uma das entrevistas publicadas por despreparados assessores governamentais, no inicio da gestão iniciada em 2011, foi dito que uma das parcelas mencionado débito eram as prestações vincendas da ‘Divisão Fundada’ para 2011” e ressalta como sendo uma “afirmação eivada de má fé”.

A nota do governador José Maranhão chama a atenção: “Até hoje, embora solicitada por membros do meu governo, através de pronunciamentos na imprensa, jamais foi divulgada a listagem desses débitos sem ‘cobertura financeira’: simplesmente, porque eles não existem”.

Faz uma ressalva num parágrafo longo: “Os ‘restos à pagar’ de 2010, contabilizados oficialmente, existentes pelo simples fato de que as obras em andamento e/ou os materiais e equipamentos adquiridos e empenhados, não estavam concluídas e/ou entregues a ponto de serem pagos, praticamente todos eles financiados com recursos federais de convênios e do contrato de empréstimo do BNDES, todos eles cobertos financeiramente, com recursos depositados em bancos, conforme atestado pelo balanço geral do estado/2010, assinado e publicado pelo Governador do Estado da época e atual, merecendo parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado e aprovação da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, com saldos disponíveis de R$610 milhões”.

E conclui assim: “Mais uma vez venho contestar as informações oficiais citadas, relativamente ao período do meu governo, por improcedentes e sem comprovação”.

Obs: O texto descrito teria reunido um verdadeiro “conselho de crise” do PMDB de Maranhão com o governo Ricardo Coutinho. Reuniram-se no escritório político do senador nesta terça (29), um trabalho só concluído no começo da madrugada.