PMDB de Maranhão prefere debater 2018 a falar sobre 2016

O PMDB Estadual é um partido estranho. A recondução do senador Zé Maranhão à presidência neste sábado (31) é a continuidade do que já vimos ontem, hoje… Começa com a antecipação do quadro eleitoral. Veja você, que 2018 chegou antes de 2016 quando Maranhão joga ao meio-fio a postulação do pemedebê ao governo do Estado.

Talvez, seja uma fuga para não debater a pré-candidatura à Prefeitura de João Pessoa no próximo ano. O deputado Manoel Júnior, o nome à sucessão sem ter a certeza de que será, administra um embate com o colega de partido Gervásio Maia demonstrando a intenção que pretende jogá-lo para fora do ringue. Quem sabe, um “nocaute-lo”.

Por outro lado, Maranhão passa o tempo inteiro falando na candidatura do PMDB, mas em 2018. Será que ele pretende disputar o governo, à sucessão do governador Ricardo Coutinho? É a pergunta que todos fazem neste momento. Fizeram ao mandachuva peemedebista. E ele: “Não. Sou candidato a continuar com o mandato de senador”.

E quem dúvida que ele não pretende ser o candidato em 2018, cujo calendário prevê antes a disputa municipal. Outro assunto que deixa todo mundo com a mosca atrás da orelha: Maranhão tem insistido demais na filiação do ex-senador Cícero Lucena no seu partido. Até o deputado federal Veneziano Vital veio à boca do palco para fazer a mesma defesa.

Se os peemedebistas não sabem, Cícero continua com uma boa relação no PSDB, debatendo projetos do partido no plano nacional na Fundação Teotônio Vilela. Lá, os tucanos da mais alta plumagem tem o maior apreço ao ex-governador, ex-prefeito de João Pessoa e ex-senador da República.

Até parece que o PMDB desvia a atenção da imprensa para uma crise instalada por causa da pré-candidatura a Prefeitura de João Pessoa, acompanhada do deseja do deputado Gervásio Maia de levar o partido para o palanque socialista nas eleições, agora sim, de 2016.

Mas o pemedebê é assim: só sobrevive em crise.