Hugo Motta é adepto do ‘fale mal, mas fale de mim’

No fale bem ou mal, mas fale de mim, um jargão utilizado entre os políticos é um exemplo a ser seguido pelo deputado Hugo Motta (PMDB), integrante da bancada paraibana no Congresso Nacional. Você pode até nunca ter ouvido falar dele, mas pertence a tropa de choque liderada pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado por participação no esquema da Petrobras.

Sob o deputado Hugo Mota me deu uma ligeira impressão que seu cartaz aqui na Paraíba está ficando cada vez mais curto, mesmo com a solidariedade do eleitor paraibano. “O importante é ser lembrado”, talvez no entendimento do parlamentar é algo que está se tornando um tanto perigoso para ele nesta ainda curta trajetória de detentor de mandato eletivo.

Neste momento deve estar tomando chá. O povo gosta mesmo é que quem está na mídia. Não importante como. Se não vejamos algumas das passagens de Hugo Motta pelo noticiário:

A Folha de São Paulo lembrou que o deputado paraibano ganhou destaque na mídia depois de ser designado, por Eduardo Cunha – presidente da Câmara encrencado na Operação Lava Jato -, para presidir a CPI da Petrobras. Isso aconteceu em fevereiro e Hugo Motta foi notícia no país.

Pode não ter sido uma boa estratégia para o político paraibano aceitar tão espinhosa missão, pois foi acusado por deputados do PT e Psol de agir com o objetivo de blindar Cunha, que havia sido denunciado em delação premiada pelo lobista Júlio Camargo de receber R$ 5 milhões de propina.

O noticiário citado acima foi apenas o começo do “fale bem ou mal, desde que fale de mim” do deputado Hugo Motta, cujo O Globo destacou a relação com a publicitária Daniella Cunha, filha de Eduardo Cunha, contratada pelo gabinete do parlamentar da Paraíba como assessora para divulgação do mandato de HM.

Em seu blog, o jornalista Ricardo Noblat cita que Eduardo Cunha tem uma tropa de choque, chamado de pitbulls e os “paus mandados” e adivinha quem está entre eles: acertou quem disse Hugo Motta, talvez quem mais sabe sobre 12 réus do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

A Kroll que Hugo Motta contratou por R$ 1 milhão lhe informou tudo sobre os investigados.