Dom Aldo enquadra o deputado religioso Luiz Couto

Até bem pouco tempo o deputado federal Luiz Couto dividia-se entre o exercício do mandato parlamentar em Brasília e o sacerdócio aqui. Celebrava missas aos sábados e domingos, mas o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, cassou de Couto o direito de atuar como sacerdote da igreja.

Padre desde 1976, o deputado religioso ainda não se pronunciou a respeito do posicionamento oficial da igreja, se renunciará o mandato parlamentar ou concorda com a decisão do arcebispo. Couto, além de missas, também está formalmente proibido de celebrar batizados, casamentos ou qualquer outra atividade de um sacerdote.

Não se tem conhecimento porque Dom Aldo decidiu usar a mão de ferro para enquadrar o deputado Luiz Couto. Em 2009, o Palácio do Bispo já tinha enquadrado o parlamentar por causa de uma entrevista em que  declarou-se contrário ao celibato. Veja o teor:

“Não tem fundamentação bíblica. Deveria ser optativo…”.

Contrariou a liderança religiosa paraibana quando proclamou ser favorável dos preservativos: “Defendo o uso da camisinha como uma questão de saúde pública”. Aprofundando-se em outras questões, a exemplo da discriminação aos homossexuais: “Devemos lutar no dia-a-dia contra o preconceito e a intolerância”.

Pagotto já teria denunciado Couto ao Núncio Apostólico Dom Giovanni D’Aniello, maior autoridade da Igreja Católica no país. A denúncia: o deputado estaria com seus posicionamentos indo de encontro à pregação da igreja.