Sem convencer, TCE reconhece o erro. E pronto!

Os advogados do governador Ricardo Coutinho (PSB) conquistaram uma importante vitória no embate contra a oposição, quando ontem protocolaram um documento chamado de “incidente de falsidade” questionando dados do Tribunal de Contas. Apontava crescimento exorbitante na folha de pagamento do Estado durante a campanha eleitoral do ano passado.

Mas grave: se os advogados da coligação “A Força do Trabalho” não fossem ágeis, certamente o juízes do Tribunal Regional Eleitoral seriam induzidos ao “erro” no julgamento de uma Ação Judicial de Investigação Eleitoral (AIJE) contra a campanha do governador candidato à reeleição na campanha do ano passado. Os dados indicavam a contratação de 40 mil servidores. “Não representa nem 1% disso”, dizia o advogado Marcelo Weich.

Porém, nem tudo está esclarecido. Apesar das saídas do Tribunal de Contas por meio de declarações dos conselheiros Fernando Catão, responsável pelo ato e do presidente da Corte, Artur Cunha Lima, não há uma explicação que convença o erro, nem mesmo que à Justiça Eleitoral venha corrigi-lo durante o julgamento da ação da coligação do PSDB, representada pelo atual senador Cássio Cunha Lima, como disse o conselheiro Artur na manhã de hoje.

Se houve uma justificativa não convence a nenhum dos julgadores da AIJE que está tramitando no TRE, ação que já está em fase de alegações finais e pede a cassação do governador por abuso de poder político e conduta vedada. Não é assim. O Tribunal de Contas não pode vir à boca do palco reconhecer o erro e pronto.

É preciso esclarecer com detalhes o que aconteceu. O autor do equívoco conselheiro Catão disse que “não houve má fé”.

E fica por isso mesmo!