Greve: depois de apelar, Município promete agir

Esgotada a paciência, sem jamais fechar as portas para o diálogo com o movimento grevista dos professores, o Município promete agir enquanto autoridade para voltar a normalidade das aulas da rede pública de João Pessoa. Neste sentido, o secretário de Articulação Política, Adalberto Fulgêncio, jogou duro ao confirmar que medidas cabíveis serão adotadas nas próximas horas.

– Quais medidas secretário (Adalberto Fulgêncio)? Perguntou um jornalista ao auxiliar do Paço Municipal e, de pronto, ouviu a seguinte resposta: “Estamos tomando as medidas para aquele trabalhador que falta ao trabalho”. Ou seja, para um bom entendedor duas palavras bastam para informar, diante desse ponto de vista, que haverá corte do ponto para o professor que faltar a sala de aula.

Para Fulgêncio, “esse movimento já foi julgado ilegal e a prefeitura está tomando as providências legais e administrativas para que o ano letivo não seja prejudicado”. É verdade, levando-se em consideração os problemas que milhares de família estão sendo prejudicadas com essa longa paralisia, também falta de bom senso dos trabalhadores em educação que encabeçam o movimento.

Mais uma vez, o prefeito Luciano Cartaxo apelou para que os professores retomem as atividades.  “A prefeitura não pode dar um reajuste superior a 3%, esse é um ano difícil e já nos dispusemos a formar uma comissão para acompanhar a evolução dos repasses do Fundeb e esse reajuste pode ser aumentado ainda antes de agosto”.

Pasmem, os professores reivindicam 16% retroativo a janeiro. Ora, não existe isso mais no Brasil.