Sindicato pode ser responsabilizado por demissões

Sem dúvidas, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) não deve administrar com o coração, mas com a razão em primeiro lugar. Há uma centena de estudantes fora de sala de aula por causa da grave dos professores, então necessário se faz tomar as providências cabíveis e necessárias exigidas no momento. Os profissionais recém empossados não poderiam estar apoiando o movimento, até porque não tem segurança nenhuma.

Ainda cumprem o estágio probatório e correm o risco de serem demitidos. Por isso, Cartaxo fez o alerta para os professores que ainda não tem estabilidade no serviço público e podem estar cometendo “falta grave” em abandonar a sala de aula para colocar os pés no asfalto, sendo usados a pretexto de colocar os atuais dirigentes do Sindicato em evidência.

Quando instado a falar a respeito do assunto dos professores em greve a quase 20 dias, o prefeito subiu o tom e do alto de sua autoridade ameaçou: “A gente primeiro tenta negociar e temos buscado permanentemente. Se não há acordo e não tem bom senso, então novas medidas podem ser tomadas”.

Existem, de fato, professores ainda do lado de fora do serviço público aguardando a oportunidade de entrar pela porta da frente. Então, Cartaxo encheu de expectativa aqueles que aguardam por esse momento:

– Existe uma fila de professores que estão querendo entrar o serviço público e trabalhar, e nós somos pressionados todos os dias para ampliar esse concurso para professores que realmente querem estar em sala de aula. De qualquer forma, vamos primeiro fazer essa avaliação com nosso secretariado e as medidas serão tomadas.

Não ficou só nisso:

– Nós vamos ter uma conversa com o secretário de Administração, também o de Educação, porque o nosso objetivo é preservar o calendário estudantil e assegurar que os professores voltem às salas de aula, porque isso é importante para a cidade, para os próprios professores, para a população.

A Semana Santa é ideal para uma reflexão dos professores que ganharam o estrelado do asfalto, mas que por não terem estabilidade podem ser demitidos do serviço público, já que não têm ampara legal nenhum.


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