Lava Jato: Aguinaldo está na lista como um dos políticos suspeitos

A brilhante carreira política do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) foi abalada no piscar de olhos nesta noite de sexta (6). O ex-ministro das Cidades do primeiro governo da presidente Dilma é um dos 47 políticos suspeitos de ligação com a operação Lava Jato.  Paraibano, AR teve participação em dois casos, sendo que em um deles o procurador-geral Rodrigo Janot recomendou arquivamento.

Um baque, sem sombras de dúvidas. Para o deputado Aguinaldo e seus correligionários e simpatizantes. Afinal de contas, ocupar o posto de ministro não é pra qualquer um, lembrando que a sua gestão encheu os olhos da presidente Dilma durante o seu primeiro governo. Por outro lado, parece que a participação dele já era esperada.

Agnaldo era um dos nomes a compor o segundo governo de Dilma. Porém, ficou de fora porque havia indícios do envolvimento do seu nome na operação Lava Jato, conforme investigação da Polícia Federal. Isto ficou confirmado agora à noite.

Dos 12 deputados federais e três senadores da bancada paraibana, Aguinaldo Ribeiro é o único nome a aparecer na lista dos investigados com pedido de abertura de inquérito no escândalo de corrupção da Petrobras, maior estatal do governo federal.

A lista completa abaixo:

PP

Senador Ciro Nogueira (PI), senador Gladson Cameli (AC), deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), deputado Simão Sessim (RJ), deputado Nelson Meurer (PR), deputado Eduardo da Fonte (PE), deputado Luiz Fernando Faria (MG), deputado Arthur Lira (AL), deputado Dilceu Sperafico (PR), Jeronimo Goergen (RS), deputado Sandes Júnior (GO), deputado Afonso Hamm (RS), deputado missionário José Olimpio (SP), deputado Lázaro Botelho (TO), deputado Luis Carlos Heinze (RS), deputado Renato Molling (RS), deputado Renato Balestra (GO), deputado Lázaro Britto (BA), deputado Waldir Maranhão (MA), deputado José Otávio Germano (RS), ex-deputado e ex-ministro Mário Negromonte (BA), ex-deputado João Pizzolatti (SC), ex-deputado Pedro Corrêa (PE), ex-deputado Carlos Magno (RO), ex-deputado e vice-governador João Leão (BA), ex-deputado Luiz Argôlo (BA) – filiado ao Solidariedade desde 2013 -, ex-deputado José Linhares (CE), ex-deputado Pedro Henry (MT) e ex-deputado Vilson Covatti (RS).

PMDB

Senador Renan Calheiros (AL) – presidente do Senado -, senador Romero Jucá (RR), senador Edison Lobão (MA), senador Valdir Raupp (RO), deputado Eduardi Cunha (RJ) – presidente da Câmara – deputado Anibal Gomes (CE) e Ex-governadora Roseana Sarney (MA).

PT

Senadora Gleisi Hoffmann (PR), senador Humberto Costa (PE), senador Lindbergh Farias (RJ), deputado José Mentor (SP), deputado Vander Loubet (MS) e ex-deputado Cândido Vaccarezza (MG).

PSDB

Senador Antônio Anastasia (MG).

PTB

Senador Fernando Collor (AL).

Atualiza – Em entrevista ao portal Wscom agora a pouco, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro observou que o pedido de inquérito acerca da operação Lava Jato tinha sido mandado arquivar pelo Ministério Público Federal. Em relação a doação de campanha, de acordo com a outra menção, “se trata de uma questão partidária” e que nunca esteve com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Para o portal, Aguinaldo disse:

– Basta ler o processo integral para atestar que o processo especifico de nosso nome foi mandado arquivar por qualquer procedimento ilegal, portanto, nas questões que dizem respeito à doação legal de campanha quem tem a condução é o partido.