Mudança traz conseqüência para aliança PSB/PT

Vem chumbo grosso para a aliança PSB/PT nas eleições da Paraíba. Desta vez não tem nada a ver com a ação do PMDB, que recorre nesta quinta (14) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do TRE, que julgou favorável a união de “socialistas” e petistas. O problema é muito mais grave, pois com a hipótese de Marina Silva substituir Eduardo Campos, a tendência é que a “pancada” contra a candidata à reeleição Dilma Rousseff seja maior do que era com o ex-governador de Pernambuco morto prematuramente no desastre aéreo em Santos/São Paulo.

Portanto, os petistas devem analisar o cenário bem diferente do que era antes de Eduardo Campos para o que poderá acontecer da próxima semana em diante sem o presidenciável socialista. Decerto, essa avaliação já pode estar sendo feita porque os petistas precisam se reposicionar dentro da nova dinâmica da campanha eleitoral na Paraíba.

Como se sabe, o PT pode melhorar o desempenho do candidato a senador Lucélio Cartaxo dissociado do PSB, partido do governador reeleitoral Ricardo Coutinho. A verdade é que essa aliança só favoreceu a candidatura “socialista”, sobretudo por haver abiscoitado o tempo de televisão do Partido dos Trabalhadores.

Os petistas paraibanos precisam agir imediatamente, inclusive analisando o cenário com profissionalismo, até para não continuar desagradando o PT Federal. A esta altura dos acontecimentos é melhor seguir com a candidatura a senador competitiva, torcer por uma reviravolta da nova dinâmica eleitoral e partir para a carreira solo, do que subir no barco da aventura comando por Marina Silva, cujo nível do discurso se confunde com da candidata à releição Dilma Rousseff .

Algo que arrepia qualquer petista consciente de um debate mais duro, ainda mais tendo Aécio Neves um adversário fortalecido com as propostas que já chegam a convencer o eleitorado do país.


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