ADVERSÁRIOS ERRAM QUANDO tenta barrar candidatura na Justiça

Tornar a judicialização das eleições para o governo da Paraíba é um erro de estratégia daqueles que buscam, através de ações na Justiça Eleitoral, barrar a candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB). Pelo que se observa neste início de campanha é a única maneira de avançar na tentativa de impedir que o pleito seja definido já no primeiro turno, tendo em vista a velocidade com que o tucano avança em sua pretensão de voltar ao Palácio da Redenção.

Era esperado que isso viesse acontecer, até porque imaginam os adversários de Cássio que é essa a única alternativa de evitar que a eleição acabe antes de terminar no dia 5 de outubro, até porque a campanha tem apenas cinco dias que começou, oficialmente autorizada pela Justiça Eleitoral depois de vencidos os prazos das convenções partidárias e pedidos de registros de candidaturas.

Apesar de ser um erro, ou um tiro no pé como queiram, os adversários da candidatura tucana estão dispostos a prosseguir neste “suicídio” e pagar por um preço que lá na frente pode até nem compensar. Parece mais que o desespero bateu à porta de quem se ver num mato sem cachorro, atirando para todos os lados e sem endereço certo. Mas para quem age dessa forma tudo é válido, quando, na verdade, não é assim.

Nesta quinta (10), desembarcou no Tribunal Regional Eleitoral mais uma ação contra o candidato do PSDB, cuja modalidade é a mesma impetrada no dia anterior e que tem como signatário um servidor nomeado para um cargo comissionado em maio deste ano, conforme o blog mostrou o ato governamental publicado no Diário Oficial. Ou seja, talvez por medo tentam impedir uma candidatura que a própria Justiça já declarou ser legítima.

Mesmo sendo um erro de estratégia, os adversários da candidatura tucana não abrem mão desse direito, sabendo que a situação poderá se complicar numa hipótese de frustração do plano, que, aliás, parece ser o único e que não haverá outro para se obter sucesso no pleito de outubro. Esquecem que precisa-se combinar com o eleitor antes de tudo, porque a judicialização não é a forma correta de ganhar a eleição.

Pelo menos, 2010 está muito recente para comprovar que não valeu a pena se buscar a Justiça para se manter no poder.

Um exemplo que não deve ser seguido.


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