OTIMISTA, MARANHÃO PREVÊ PMDB no 2º turno das eleições paraibanas

Passando pelos estúdios do programa 27s comandado por Hermes Luna, o ex-governador José Maranhão, também presidente estadual do PMDB e favorito, segundo as pesquisas, a vencer as eleições para o Senado, disse que esse assunto, por hora, não se discute. Tem lá suas razões, porque abdicando de concorrer à vaga de senador contribui com o pré-candidato Veneziano Vital a negociar com outros partidos o espaço.

Disse não ter nenhuma dúvida que Veneziano vai estar no segundo turno das eleições de outubro. Contra qual o adversário o ex-governador não arriscou o prognóstico, “mas seja com quem for o PMDB vai a busca de apoio com que ficou de fora”, frisou. Não descarta que ocorrerá também o contrário se tiver de conversar com o governador reeleitoral Ricardo Coutinho (PSB) ou outro candidato, conforme fez questão de ressaltar:

“O PMDB está aberto a qualquer entendimento neste sentido. Não fechamos portas, abrimos […]. Quando se instituiu o segundo turno o objetivo filosófico foi dar ao candidato eleito a força necessária para realizar o projeto de governo, com a presença de novos aliados”.

Prosseguindo o seu ponto de vista sobre o segundo turno, já que o governador Ricardo Coutinho teria afirmado na noite anterior ao ser entrevistado no mesmo programa, o presidente dos peemedebistas paraibanos adiantou: “É claro, que a discussão não é quem dá mais, mas sim de projetos e planos […]. Pois bem, esse é o objetivo do segundo turno…”.

“… Como estou confiante que Veneziano vai estar no segundo turno, tenho certeza que buscaremos a aliança com quem ficou de fora […]. Não pudemos dizer que não aceitamos alianças, seja com o candidato do PSB ou do PSDB”.

Sobre o embate entre o Executivo e Legislativo, coisa que jamais se viu na Paraíba, nem mesmo em épocas de acirramento político na Paraíba, veja abaixo o ponto de vista do ex-governador José Maranhão:

Legislativo versus Executivo – “A maioria dos governadores acha que a Assembleia não é um poder, mas uma sucursal do Executivo, visão que ocorreu como muitos governantes. O governador Ricardo errou quando foi de encontro com o parlamento. Os poderes são independentes, mas harmônicos […]. O governador não aceitou isso. O Legislativo se conquista pela persuasão, não pela força como fez Ricardo Coutinho”.

O julgamento das contas – “A Assembleia cumpre o seu papel ao analisar as contas do governo, abrindo o debate para aquilo que é dúvida nas analises feitas pelo Tribunal de Contas […]. O que é ruim, no meu ponto de vista, é esse terrorismo, ameaça as instituições […]. Isso só acontece quando há um regime de vassalagem”.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.