SILÊNCIO DOS TUCANOS APRESSA ‘socialistas’ a buscarem adesões

No instante em que o PSB está preocupado em anunciar adesões, inclusive de prefeitos já que haviam declarado vota a favor de mais um mandato para o “socialista” Ricardo Coutinho, o PSDB do senador Cássio Cunha Lima trabalha em silêncio, mesmo não tendo decidido oficialmente sobre a candidatura própria ao Palácio da Redenção.

Aliados da campanha vitoriosa de 2010, os “socialistas” estão naquela de regular as chuvas. Do outro lado, os tucanos distribuem raios que os partam. É a definição de ambos que já não se entendem mais. Basta lembrar que não há gesto sinalizando que poderão voltar as boas. Os bombeiros sumiram de vez. Talvez, porque falta água para apagar o incêndio

O PSDB tem uma reunião programada para segunda (24). Não deve anunciar o rompimento, mas sim analisar as consultas internas que estão sendo feitas e, principalmente a entrega dos cargos ocupados pelos tucanos na administração estadual. Na verdade, apenas dois: Gustavo Nogueira, no Planejamento, e Luzemar Martins, na Controladoria.

Para mostrar independência, o PSB tenta vincular no senador Cássio a imagem de um político “fisiologista”, conforme declarou o vereador Renato Martins, filiado a legenda socialista, e nesta quinta (20) a chefe de gabinete do governador Estelizabel Bezerra, pré-candidata a deputada estadual.

Disse ela durante entrevista de rádio: “Quem sai é que tem que explicar porque está deixando a aliança”, complementando que, em caso de rompimento da aliança, os cargos ocupados pelos aliados do senador Cássio “não ficarão vazios”. Serão preenchidos pelos que estão pra chegar.

Pelo lado dos tucanos, sente-se uma postura mais profissional quando não se divulga as adesões que estão se apresentando. A estratégia é não trabalhar em cima da tese do “já ganhou”.

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