SEM ACORDO: Anunciada greve dos trabalhadores da Cagepa

Como se sabe, a guerra dos trabalhadores contra o capital por melhorias salariais é antiga. É velha mesmo. Inclusive a letra de uma música de Ary Barroso, cantada no final da década de 40; é a cópia inscrita do dia-a-dia de quem pega pesado no serviço.

Assim cantava o mestre Ary Barroso: “Trabalho como um louco/Mas ganho muito pouco/Por isso eu vivo/Sempre atrapalhado/Fazendo Faxina/Comendo no china/Ta faltando um zero/no meu ordenado.”

Na luta por um reajuste estão os servidores da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba – Cagepa -, cujos cofres estão cheios, cheinhos, esperando mais R$ 150 milhões do empréstimo solicitado pelo governo “socialista”. Na empresa, existe dinheiro pra tudo. Menos para atender reivindicações justas dos trabalhadores.

Pois bem, anuncia-se uma greve por tempo indeterminado em todo Estado a partir desta quarta (10). O movimento já foi comunicado pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas na Paraíba (STIUPB), “cumprindo o que determina a Lei 7.783, de 28 de junho de 1989”.

Os trabalhadores estão cumprindo todas as etapas para evitar uma paralisação geral dos serviços da Cagepa. Começou a partir de abril, quando o Sindicado informou sobre o cumprimento da data base das categorias, 1º de maio. Numa mesa redonda, ocorrida na semana passada, foi feita uma proposta.

Eis a proposta: 9% de reajuste e recomposição salarial, além de 17,93% de reajuste nos ticket alimentação, tudo com retroativo a 1º de maio. Os trabalhadores reivindicam, também: cancelamento do reajuste de 6,35% no plano de saúde e já repassado para os trabalhadores (as).

Veja agora a desanimadora proposta da diretoria da Cagepa: 5% de reajuste, dividido em cinco parcelas de 1% ao mês e 5% de reajuste nos ticket alimentação, ainda por cima dividido em duas parcelas de 2,5%. Pior: sem retroativo. A proposta do governo, claro, foi rejeitada de pronto.

Para não dizer que o Sindicato está sendo radical quando houver o movimento, a entidade solicitou uma mesa redonda para o dia 12, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em João Pessoa. Mostra que a condução das negociações, pelo menos da parte do SITUPB, segue dentro de um nível de absoluta cordialidade.

OBS: Parte do texto inserido no blog foi retirada do portal do Sindicado dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas na Paraíba.

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