De tanto levar “pancada”, Tatiana reage e denuncia gestão Romero

Depois de ouvir calada por alguns meses, a ex-candidata a prefeitura de Campina Grande, Tatiana Medeiros (PMDB), decidiu reagir contra a “artilharia” da gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) ao período em que esteve à frente da Secretaria de Saúde do Município.

Tatiana bateu às portas do Ministério Público e entregou uma papelada com dez denúncias ao promotor da Saúde de Campina Grande, Luciano Marajará. Conheça cada uma delas:

1.    Demissões em massa no SAMU, Unidade de Pronto Atendimento – UPA e Hospital Municipal da Criança e do Adolescente. Para substituir os profissionais destes órgãos, que foram contratados após processo seletivo, a Prefeitura contratou pessoas sem capacidade técnica, comprometendo a qualidade dos serviços prestados à população;

2.    Contratação de 80 Agentes Comunitários de Saúde sem concurso público;

3.    Duplicidade de contratação: a Superintendente da Maternidade do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – ISEA, Soraya Galdino, também exerce a função de Secretária Municipal de Saúde da cidade de Montadas;

4.    Contratação de diversos profissionais que tem ligação familiar com o prefeito Romero Rodrigues, com o vice, Ronaldo Filho ou com secretários municipais, caracterizando a prática de Nepotismo, proibida por Lei em Campina Grande, segundo denúncia feita recentemente pela imprensa

5.    Fechamento do Hospital Pedro I para atendimento ao público, através de um sistema de comodato – quando foi anunciada uma suposta terceirização dos serviços – transformando o Pedro I em suporte para o Hospital Regional de Emergência e Trauma. Neste caso, a médica alegou a subtração de um hospital para dar suporte a outro, levando a cidade a perder uma unidade hospitalar para atendimento a “portas abertas” para ser transformado em hospital de atendimento a “portas fechadas”;

6.    Demissão sem justa causa de profissionais dos nove Núcleos de Apoio à Estratégia de Saúde da Família – NASF, dentre os quais fisioterapeutas, educadores físicos, psicólogos, médicos, dentre outros;

7.    Denúncia de que a Secretaria Municipal de Saúde continua informando ao Ministério da Saúde o CNES dos profissionais demitidos do NASF, código que garante o repasse dos recursos federais para o pagamento dos salários desses profissionais;

8.    Contratação diária de profissionais sem critérios técnicos (como a realização de concurso público ou seleção simplificada) e sem critérios de qualificação profissional;

9.    Acúmulo de funções por parte da ex-gerente de Vigilância Ambiental da Prefeitura de Campina Grande, Rossandra Oliveira, que durante os três primeiros meses deste ano atuava também como Presidente do Conselho Municipal de Saúde e Presidente do Sindavas – Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental de Campina Grande;

10.  Um conjunto de outras denúncias em relação a outras áreas da administração municipal.

É o que dá mexer em quem está quieto (a).

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