Ricardo foi ‘contra’ a tática empresarial orientada por Campos

O modelo empresarial adotado pelos governos do PSB, cujo tema o blog noticiou aqui, teve a reprovação do governador paraibano Ricardo Coutinho. “Ele sempre foi contra”, garantiu um interlocutor em conversa com este repórter.
Queixou-se o governador Ricardo de que o partido estava cedendo a métodosneoliberais. Porém, se curvou diante da orientação de Eduardo Campos (foto), governador do vizinho estado de Pernambuco.
“Contra”, RC não teve alternativa ao guiar-se pela mesma cartilha empresarial. É o que tem feito desde que assumiu o governo em janeiro de 2011. O “socialismo” não existe mais aqui e em canto nenhum desse país.
Que o partido tem influência no Nordeste ninguém tem dúvida disso. O que poucos sabem é que a ideologia do “socialismo” mudou e, desde algum tempo, reza na cartilha da classe empresarial, responsável por ditar as normas de que como deve ser os governos do PSB.
Guarde bem as siglas MDC (Movimento Brasil Competitivo) e INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial). Pertencem aos grupos Jorge Gerdau e Vicente Falconi.
Para quem não acompanha a vida partidária, o PSB dissolve sua ideologia num caldeirão do pragmatismo, em busca de conquistar os votos necessários para se manter no poder.
Porém, é o mesmo que entregar a alma a Deus e ao diabo. Quando não está entranhado nas administrações do PSDB país afora, bota tucanos para dentro das administrações nos lugares em que é governo.
Declara juras de amor a presidente Dilma Rousseff, mas planeja lançar Campos candidato presidenciável em 2014. Achega-se aos adversários do poder central com a mesma facilidade que acolhe o antagonismo do Planalto.
O PSB do governador Ricardo Coutinho planejou manter-se no poder no principal colégio eleitoral da Paraíba (João Pessoa) por 20 anos. No entanto, a cotovelada em Luciano Agra levou o “socialismo” a derrota nas eleições municipais.
A transformação do “socialismo” é um tema muito complexo. Difícil de entender, mas a população parece ter assimilando de forma a permitir que não avance com os métodos da gestão. Pelo menos, na Paraíba.
A experiência dos últimos meses não vem sendo sucedida no aspecto de capitação de popularidade do governador, sobretudo para quem sentiu na pele essa transformação

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