Romero, Daniel (delator) Gomes e mais dois viram réus por corrupção ativa e passiva

Lembram de Romero Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Campina Grande e pretenso candidato a governador nas eleições de 2022? Ele virou réu em um dos processos no âmbito da Operação Calvário, acusado de receber propina da Cruz Vermelha, a gaúcha.

Romero, no entanto, não está só nesta encrenca judicial. Junto com ele, estão o advogado Jovino Machado da Nóbrega Neto e Saulo Ferreira Fernandes. Os três são acusados de corrupção passiva e ativa.

Bom para o ex-prefeito e os outros réus é que eles não terão que sair de Campina Grande para expor suas defesas, pois os processos correrão na 1ª Vara Criminal do município. A única preocupação é que terão de encarar o juiz Alexandre Gonçalves Terceiro Neto, considerado um magistrado legalista.

A Operação Calvário é aquela que prendeu o ex-governador Ricardo Coutinho e, sem perder as contas, é réu nove vezes de uma investigação de desvios milionários de recursos públicos, através de organizações sociais que atuaram na Paraíba nas áreas da educação e saúde entre 2011 a 2018.

É importante lembrar que Daniel Gomes, o delator de Ricardo Coutinho, Romero Rodrigues e Companhia, também é réu desse processo. Gomes entregou a Justiça mais de mil horas de conversas com o ex-governador, com pedidos de propinas.

Em despacho, o magistrado disse que a denúncia do MPE “há sim prova razoável e prática dos crimes de corrupção ativa e passiva dos denunciados já mencionados, pois os elementos indiciários apontam para a materialidade e a autoria delitivas dos crimes descritos na denúncia e imputados a cada um dos denunciados…”

“… Restando nítida a presença de elementos indiciários que afiram crimes voltados a lesar o patrimônio público objetivando o enriquecimento ilícito de pessoas privadas com atuação na gestão pública municipal”.

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