Procurador rebate ‘juro inocência’ do tornozelado Ricardo Coutinho

Em postagem no Facebook, o procurador Eduardo Varandas voltou a rebater Ricardo Coutinho, ex-presidiário, sobre o envolvimento do então governador no âmbito da Operação Calvário em que ele é apontado como “comandante máximo” da ORCRIM.

Coutinho concedeu entrevista à Rádio Sanhauá, a primeira após a prisão e declarou inocência e que estava sendo vítima da perseguição do Ministério Público, alegando que não há provas contra ele na investigação da Calvário.

“Como não há provas? As provas são evidentes desde o implante criminoso no sistema de saúde pública pactuada, quando o TCU detectou dezenas de irregularidades e vulnerabilidade no contrato administrativo entre a Cruz Vermelha e o Estado da Paraíba”.

Pontuou ainda: “O que dizer das gravações de áudio envolvendo o propinoduto das OS e o enriquecimento ilícito e evidente as autoridades envolvidas? O GAECO demonstrou à sociedade o que muitos já sabiam quanto à malversação de recursos na saúde e educação”.

E arrematou: “Acho que todos têm direito à ampla defesa e à liberdade de expressão assim como o ex-governador. Todavia, fazer acreditar em explicações chulas e inverossímeis contraprovas processais, tentando repristinar (reparar) uma carreira política maculada pela corrupção, é deveras excessivo! ”

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