Prorrogada por mais cinco dias prisão provisória de Fabiano Gomes

Por ordem do desembargador Ricardo Vital de Almeida, o radialista Fabiano Gomes vai passar mais cinco dias recolhido ao Presídio do Róger, contados do vencimento do prazo do primeiro mandado, a partir das 8h deste sábado (15) até às 8h do dia 19 de março. Por isso, não será necessária a realização de uma nova audiência de custódia.

De acordo com o despacho do relator da Operação Calvário, “o preso (Fabiano Gomes) temporário deverá permanecer obrigatoriamente separado dos demais detentos, no ergástulo onde se encontra”. A prorrogação da prisão temporária atende pedido do Ministério Público do Estado e Polícia Federal, baseado no fato de que seguem-se outros atos investigativos, tendo em vista a coleção de evidências a partir de oitivas de outras vítimas das supostas investidas de Fabiano Gomes.

As investigações mostraram que Fabiano tentou extorquir pessoas investigadas no âmbito da Operação Calvário, chegando a mencionar os nomes do promotor de Justiça Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco do Ministério Público e o delegado da Polícia Federal, Fabiano Emídio.

Os fatos foram comprovados pelos jornalistas Nonato Bandeira e Luís Torres, vítimas das tentativas de extorsão por parte de Fabiano. Ambos foram interpelados na superintendência da Polícia Federal acerca do assunto, confirmando que, quando procurados, o radialista mencionou os nomes das autoridades responsáveis pela investigação da Calvário/Juízo Final.

“Você está se negando a falar comigo? Logo eu que fui escalado pelo chefe do Gaeco para negociar”, contou na Polícia Federal Luís Torres, ex-secretário do governo Ricardo Coutinho durante mais de seis anos, quando interpelado por Fabiano Gomes.

Quando da decisão de prorrogação da prisão temporária, o desembargador Ricardo Vital destacou a complexidade dos fatos investigados, dos elementos e de prova que se pretende alcançar, reclamam uma avaliação mais minuciosa do efetivo grau de participação de Fabiano Gomes no suposto esquema criminoso.

“Também sob essa perspectiva, afigura-se adequada a prorrogação da prisão temporária por cinco dias, para que a situação processual do investigado seja examinada com mais detalhamento e aprofundamento, sob um quadro probatório bem tracejado”, ressaltou.

Lembrando que o radialista teve sua prisão temporária decretada na oitava fase da Operação Calvário esta semana, tendo ocorrido porque, segundo a investigação, ele estaria fazendo uso de canais de imprensa com o objetivo de embaraçar as investigações do maior escândalo de corrupção da história da Paraíba, inclusive com prática de extorsão contra terceiros contra terceiros que não teriam aceitado pagar vantagens indevidas por ele exigidas, constrangendo-os sob a falsa promessa de revelação de conteúdo sigiloso, envolvendo a operação.

Com informações Gecom/TJPB

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