Ataque de baixo nível do Frei; ‘faltou o remedinho’, diz Eliza

O que causa horror na Assembleia nos dias atuais é o “combinado”, o “acertado” entre quatro paredes. Quando o entendimento sombroso vem à luz, quando deixa o ambiente fechado, quando é solto numa esquina do legislativo, treme-se um pouco com o que sai da boca, veja você, do deputado Frei Anastácio (PT).

Pode-se observar que de religioso tem muito pouco, ou quase nada. Foi o que sucedeu durante sessão plenário desta manhã, quando começou um pronunciamento da tribuna discorrendo sobre os escândalos deixado pelo partido do parlamentar e acabou aqui, em João Pessoa, com ataques sem nexo contra o prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

Ao invés de temas que interessam a população paraibana, o Frei se pôs a atacar apenas o mandatário de João Pessoa. “O prefeito já se conhece quem é essa desgraça”. No pronunciamento, uma frase de baixo nível, de alguém que acabou saindo do botequim: “Aquilo trai até a mãe”. E saiu cantarolando:

“Eu conheço aquela peste e conheço bem”. Como é possível observar, um discurso cheio de ódio, rancor e coração amargurado.

Defesa – A deputada Eliza Virgínia (PSDB) não suportou ouvir tantas palavras feias e que não combina com o nível dos integrantes do colegiado do legislativo estadual. Disse chocada com tudo que ouviu: “Eu só posso dar crédito a idade, ao cansaço, a problemas de saúde. Talvez, esteja faltando tomar algum remedinho”.

Para Eliza: “O que ele (Frei) falou não poderia ser dito na tribuna, nem poderia usar espaço público para dizer palavras tão denigrentes. No mínimo, ele foi deselegante. Pelo dele ser um religioso deveria ser mais complacente e menor desmedido com as palavras”.