Lula, o cidadão pessoense e a caravana da indecência

A caravana da indecência comandada pelo ex-presidente Lula passou por aqui (João Pessoa), deixando o rasto da condenação de nove anos e seis meses. Foi um fiasco de público, em que pese a participação de muita gente moradora de outras localidades.

Em seu discurso, após ser condecorado com o título de cidadão pessoense (com letras minúscula mesmo), Lula repetiu a ladainha de que “alguém vai ter que pedir desculpas” para ele. Se referiu a condenação recebida do juiz Sérgio Moro por corrupção passiva.

Lula deveria pedir perdão a si próprio. Carrega na caravana desavergonhada palavras por onde passou com sua galera. “Todo mundo é inocente até que se prove o contrário”. É capaz de desafiar o Ministério Público, o “juiz” e a Polícia Federal a mostrar qualquer valor que tenha recebido por ele de forma ilegal.

Continua sem “saber” absolutamente de nada. “Caráter a gente não compra”, sustentou. Alimenta um sonho, caso possa ser candidato no próximo ano: que seu vice seja do Nordeste. Até escolheu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), outro réu em ações da operação Lava Jato, com quem ele flerta.

O titulo de cidadão pessoense outorgado pela Câmara de João Pessoa fez mexer “Napoleão Laureano” em seu túmulo. Mas, enfim, a história de que a população “esquece” não combinará, principalmente se a condenação de nove anos e seis meses pelo Tribunal Regional Federal gaúcho se confirme.

Lula precisa pedir perdão a si.