RC teme que Lígia, sua vice, não aceite ir para o TCE

Nas avaliações do governador Ricardo Coutinho, é preciso “matar dois coelhos de uma só cajadada”, enredo que vem sendo construído desde que estimulado a decisão a concorrer uma vaga de senador nas eleições do próximo ano, na Paraíba. Mas antes da definição precisa exercitar uma articulação nada fácil de ser considerada “um sucesso”.

Coutinho tenta livrar-se da sombra da vice-governador Lígia Feliciano (PDT), eventual sucessora na hipótese de renuncia do titular para concorrer às eleições. Nos bastidores, circulam conversas que ela pode ir para o Tribunal de Contas e ocupar o cargo vitalício na Corte. Logo vem a pergunta: na vaga de qual conselheiro?

Outra alternativa é tentar a renuncia de Lígia com a garantia dela ser suplente e assumir com o desejo de Ricardo, já senador na hipótese de vitória dele, disputar à Prefeitura de João Pessoa em 2022, um projeto para chegar novamente ao Governo do Estado em 2024. Mas Lígia confiaria, sabendo que essa definição só acontecerá em julho do ano da eleição?

Trocar o certo pelo dúvida é o mesmo que está no local errado de um ataque suicídio. Por isso, Lígia incomoda tanto, ainda mais com a paciência demonstrada nos últimos meses.