Fundo público vai abastecer cofres dos partidos em 2018

Tem pacote eleitoral na agenda de votação do Congresso. Ele prevê, veja você, a criação de um fundo de financiamento de campanha, recursos que serão retirados do Tesouro Nacional. Não pergunte o valor, porque só aumenta sua resignação com a classe política. Mas é melhor que todos saibam. Então, segure aí: R$ 3,5 bilhões a serem gastos nas eleições de 2018.

Os dirigentes partidários, reunidos esta semana, acharam necessário a providência. Eis os partidos: PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD. Só essas legendas têm votos suficientes para aprovar a novidade. No pacote inclui-se um tema que poderia fazer parte da reforma eleitoral: o fim das coligações nas eleições proporcionais.

Institui, ainda, a chamada cláusula de barreira. Condiciona o acesso ao tempo de tevê e à verba do Fundo Partidário ao desempenho dos partidos nas urnas. Decerto, haverá a aprovação na surdina para não causar grandes repercussões, evitando que os parlamentares fiquem mal na fita perante os eleitores em seus respectivos estados. Quem chamou atenção para essa farra foi o repórter Josias de Souza, em seu blog nacional.