Palácio ordena neutralizar a CPI proposta pela oposição

Vem do Palácio da Redenção a ordem para a ampla bancada de situação neutralizar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que a oposição batizou de “decodificar”. É o tipo do tema que não interessa o Governo do Estado, a despeito que uma investigação sobre o “listão” de quase 9 mil beneficiados que será transformado em assunto político.

Tenta-se desqualificar a denúncia de que na lista existe servidores codificados que recebem salários acima de R$ 23 mil mensais, outros que reclamam, após a divulgação dos nomes, que recebem um valor e foi tachado com valores correspondentes a mais. “Por isso, é necessário chamar a atenção do Ministério Público Federal”, justificou o deputado Tovar Correia Lima (PSDB), líder da oposição.

Outra incongruência: o Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que as despesas com pessoal é de R$ 24 milhões. No entanto, o Banco do Brasil, fonte pagadora dessa operação, garante que chega próximo de R$ 30 milhões mensais, conforme documento exibido pela mídia.

O requerimento pedindo a criação e instalação da CPI ainda não foi protocolado. Diz-se que faltam duas assinaturas, a dos deputados Ricardo Marcelo (PMDB) e Renato Gadelha (PSC). O documento consta com 10 apoios e com os dois nomes citados, então já tem número suficiente assegurado pelo regimento interno.