Um bilhão seria o preço da Cagepa; RC diz não à venda

Nesta manhã de terça-feira (4), os repórteres convocados para uma entrevista no Palácio da Redenção cutucaram o governador Ricardo Coutinho (PSB), que falou a maior parte do tempo sobre o processo de privatização da Cagepa (Companhia de Água e Esgoto da Paraíba). A quem interessa possa: não vai mais acontecer a venda, mas um ajuste.

Sim, um ajuste. Por exemplo: todo mundo vai ter que pagar os débitos com a autarquia da Paraíba. As prefeituras paraibanas são as maiores devedoras. O sacrifício será de todos. Ricardo assumiu o compromisso da não venda, mas também pediu a contribuição dos servidores com altos salários e recebeu o “sim” como garantia.

Jogou no asfalto uma opinião sobre valores, caso viesse decidir sobre a privatização da Cagepa e supervalorizar, ao avaliar que caso ocorresse o preço não sairia por menos de R$ 1 bilhão. E alfinetou as prefeituras devedoras: “É impossível você comprar algo e não pagar”. Obvio e neste tempos de crise é preciso pensar em tudo.

Um ponto de vista para justificar a supervalorização da autarquia paraibana: “É o maior patrimônio público do Estado da Paraíba”. E complementou com a expectativa de dias melhoras para a empresa: “Temos quer dar um passo adiante, no sentido de viabilizá-la (Cagepa), mostrar que tem capacidade de crescimento”.

Os excessos sofrerão cortes, conforme ressaltou o governador e, depois, não poupou criticas a postura de alguns municípios em anunciar que irão municipalizar o abastecimento de água, a exemplo de Campina Grande. Ricardo considerou essa defesa dos gestores de “baboseiras” e “ladainha” para lucrar em cima das concessões.

Portanto, um ponto final neste tema sobre a privatização da Cagepa.