Para PSD, manutenção de aliança exige pacto de união

Pelo andar da carruagem, o PSD é quem vai dar as cartas do jogo das eleições de 2018. O partido já trata desse assunto de forma a conclamar a manutenção da aliança vitoriosa das campanha municipal do ano passado em João Pessoa, que reconduziu o prefeito Luciano Cartaxo ao cargo. Avalia o quadro de forma inteligente, principalmente quando chama para o centro do debate lideranças como os senadores José Maranhão (PMDB), Cássio Cunha Lima (PSDB) e o prefeito Romero Rodrigues (PSDB), de Campina Grande.

“Quando você mantém um grupo unido, não pode ter um nome. Esse nome precisa ser consensual e vai ser aquele que se sair melhor”, declarou o deputado federal Rômulo Gouveia, presidente estadual do PSD. Trata do tema com cuidado por causa da insistência, sempre que instado a falar sobre o assunto, se o prefeito Luciano (João Pessoa) é o personagem principal da discussão entre os aliados para à sucessão governamental do próximo ano.

A preocupação, claro, é evitar desgaste da boa relação existente entre os aliados. Por isso, ressalta: “Cartaxo tem uma preocupação enorme com a administração. Ele foi o primeiro prefeito do Brasil a anunciar o pagamento da folha de fevereiro, que será antecipado. Isso acontece enquanto governos estaduais e prefeituras estão em dificuldades. Ele está muito focado na gestão e compreende que este não é o momento para discutir política, mas de trabalhar”, ponderou.

De sobra, não descartou nomes como Buega Gadelha e Lucélio Cartaxo para à chapa majoritária das eleições de 2018. E leva para o meio-fio a frase bastante conhecida dentro da atividade política: “Em política ninguém é candidato de si mesmo”. E conclama: “Luciano (Cartaxo), se for candidato sozinho, terá um papel importante, mas se ele tiver o apoio de toda a oposição se fortalecerá mais ainda”.