Oposição vai registrar os ‘falsos’ feitos da gestão RC

A oposição prepara o retorno para fevereiro, já com a Assembleia sob a Presidência do deputado Gervásio Maia (PSB), substituto de Adriano Galdino (PSB) no próximo biênio. Integra o bloco o PSDB, PSC, PRB, PP… Esses partidos devem registrar um documento em cartório, com o objetivo de mostrar as “falsas realizações” do Governo Ricardo Coutinho I e II.

A ideia é estabelecer o contraditório com os “feitos” do governista PSB, trombeteados nas falas do governador, principalmente em balanços de fim de ano e pronunciado no programa do governador nas segundas-feiras, transmitido em cadeia de rádio. A propósito, deve ser suspensa a transmissão para o interior porque o governo não pagou as emissoras.

Portanto, as “realizações” do governador Ricardo Coutinho serão submetidas a uma espécie de lipoaspiração na volta do recesso parlamentar, conforme promessa dos deputados integrantes da bancada de oposição do legislativo estadual. A estratégia deverá ser discutida nos próximos dias. A previsão é que seja uma semana antes do reinicio das atividades.

A bancada volta menor, tendo em vista que os suplentes recém empossados na titularidade do mandato Antônio Mineral (PSDB) e Jullys Roberto (PAN) já declararam governistas de carteirinha. Foram picados pela mosca azul que zoa entre o Palácio da Redenção e a Assembleia. Assumiram as vagas de José Aldemir (PP) e Dinaldinho Wanderley (PSDB), hoje prefeitos de Cajazeiras e Patos, respectivamente.

Quem deu o “mote” para a oposição agir foi o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Em entrevista de fim de ano, ele declarou que “o governador (Ricardo Coutinho) quebrou o Estado” e que “os projetos que diz ser do seu governo foram herdados dos antecessores”, do próprio Cássio e do também senador José Maranhão.

Com a chegada de fevereiro, tucanos e outros partidos oposicionistas reapresentarão suas armas. A propósito, já vem fazendo de forma isolada através da opinião dos deputados Jutay Meneses (PRB), Tovar Correia Lima (PSDB) e Camila Toscano (PSDB). Eles criticam o aumento de 12,8% nas taxas de água e esgotos, além de 7% de multas pelo serviço.

A guerra, por enquanto, ainda não se instalou no plenário e só vai acontecer mesmo quando fevereiro chegar. Então, aguardemos.