Quem é capaz de recuperar a força que já teve o DEM?

O DEM, partido que tem como referência o deputado federal Efraim Filho, sofreu as maiores conseqüências políticas por causa da aliança mal feita com o governista PSB. Sofreu sérios problemas dentro de suas fileiras. Basta lembrar: de uma bancada de seis deputados estaduais, restam-lhe apenas dois, um suplente e o titular a espera de uma “janela” para cair fora.

A única “ovelha” que ainda não desgarrou do “demo” foi João Henrique, que mesmo filiado pertence ao bloco de oposição, embora se declare em posição de independência. “Hoje, eu não tenho nenhuma razão para estar filiado ao partido”, garantiu e a certeza de que não está nem um pouco satisfeito é não ter citado a sigla da legenda que segue com sua filiação.

Pois bem. Para um bom entender as declarações citadas acima mostram que está no aguardo de uma sinalização para abertura de uma “janela” partidária, que, certamente, virá no próximo ano, no período da anualidade para as eleições estaduais de 2018. Isto aconteceu em 2015, durante o período pré-eleitoral para o pleito municipal desde ano.

O movimento não é só porque o DEM está atrelado ao governo, mas, principalmente, porque ele não vê futuro algum manter sua filiação ao partido que já foi grande e por causa de uma aliança mal feita tornou-se pequeno.