Ricardo atribui a negativa da audiência a uma conspiração

A briga de foice no escuro em que se transformou a disputa política na Paraíba desdobrou no âmbito do Palácio do Planalto. Em meio a negativa do pedido de audiência feito por Ricardo Coutinho (PSB) ao presidente Michel Temer, para tratar do recente rebaixamento da nota da Paraíba pelo Tesouro Nacional, o governador considerou como sendo uma conspiração dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB).

Os nomes dos parlamentares foram citados no noticiário do jornalista Walter Santos em seu Wscom, proprietário também da revista Nordeste. Cássio e Maranhão não foram mencionados pelo governador. Na entrevista exclusiva ao portal, RC comentou:

“Só tenho que respeita a posição do atual presidente. Ele deve ter as suas razões. Da minha parte, como governante, acho que uma das coisas mais importantes, nas últimas décadas, é a progressiva conquista por parte do povo do sentimento de republicanismo e do respeito mútuo nas relações dentro do federalismo”, comentou.

Adiante, empilhou o sentimento paraibano: “O Estado não tem partido, ou melhor, é de todos os partidos e dos que não tem nenhuma preferência ou filiação e precisa cuidar dos interesses de todos acima dos interesses localizados”.

E continuou: “Porém, o que mais lamento é a Paraíba ter alguns representantes eleitos que conspiram contra os interesses do Estado, ou seja, do seu povo, com fofocas, intrigas e com ações que buscam comprometer a governabilidade do Estado…”

“… Quanto a isso, só posso dizer que a derrota deles é certa. A Paraíba e o seu governo, semeou muito e todos esses frutos estão nascendo. Nosso povo tem uma tradição de resistência e de saber, quase sempre, separar o joio do trigo. Vou inaugurar, nesse tempo que resta de governo, mais e melhores coisas que aquele que tenta sabotar a Paraíba em mais de seis anos que governou o Estado”.

Por fim: “Outra coisa, não pedi audiência para tratar de nenhum interesse particular e sim, de um estado inteiro, e vou continuar solicitando quando os interesses do povo que eu represento pela legitimidade que conquistei, estiverem em jogo, e espero ser ouvido, como manda a boa prática republicada e federalista”.