Caso do traficante eleito na Paraíba ganha repercussão

O caso do traficante “Bira”, que saiu da cadeia, algemado, para votar nas eleições de domingo (2), tendo se consagrado nas urnas como um dos vereadores eleitos em Catolé do Rocha, município paraibano localizado na região do Sertão, chamou a atenção do ministro-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

Mendes, como qualquer cidadão, tem a esperança de que o bandido continue preso em definitivo, única maneira de enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa.

Chama-se Ubiraci Rocha. No entanto, no submundo do crime é conhecido por “Bira”. O fato de ter saído da prisão, algemado e, depois, entrado na viatura trazido de volta por policiais à cadeia, ganhou repercussão da mídia nacional. Algo realmente impressionante, além do mais ter sido eleito vereador.

No mínimo, o eleitor é conivente. “Envergonha os brasileiros e constrange a Justiça Eleitoral a eleição do bandido, que além de traficante, integra um grupo de extermínio”, diz a nota veiculada pelo Diário do Poder.

Chama a atenção, ainda, por causa da legislação demagógica que assegura o direito de voto no sistema prisional. Com o direito de voto dos presos, a campanha eleitoral leva candidatos a assumir ‘compromissos’ com bandidos”, ressalta o jornalista Cláudio Humberto em sua coluna.

Por aqui, tornou-se normal presidiário ser votado ou participar de campanhas políticas como apoiadores. Em 2014, viu-se algo parecido sem que as autoridades judiciárias da Paraíba tenha tomado nenhuma providência. Pelo menos, até este momento.