O chororó de Eduardo Cunha na hora de sua despedida

Finalmente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chorou e sua renúncia da presidência da Câmara Federal será um marco na história da política nacional. Aquele personagem frio, também calculista, foi as lágrimas no final da tarde desta quinta-feira (7). Por 7 minutos, falou de uma trajetória marcada por alguém responsável pelo afastamento de um presidente da República.

Não se conteve quando agradeceu o seu partido, os colegas, a família… Aí, uma pausa para o momento da emoção e derramou lágrimas quando citou a mulher e a filha, ambas encrencada com a investigação da Lava Jato e que, nos próximo dias, irão se defrontar com o juiz federal Sérgio Moro.

Pronunciou estar com a “consciência tranquila”, que foi “vítima” de uma perseguição por ter levado a presidente afastada Dilma ao cadafalso. Disse, também, que contribuiu para que o Brasil se livrasse do “criminoso governo do PT”. Agora, lutará para salvar o mandato.

Agora, é se preparar para começar uma vida nova, dessa vez sem a presença de Cunha a atrapalhar.