Enfim, Dilma reconhece que a Paraíba merece atenção

Num ambiente favorável, a presidente afastada Dilma Rousseff veio a João Pessoa nesta quarta-feira (15) fazer história, tendo participado de uma audiência pública da Assembleia Legislativa, preparada exclusivamente para ela. Repetiu o discurso de que foi vítima de um “golpe” e aqui reencontrou com um aliado que não pode ser esquecido jamais, voltando ou não ao comando do Poder do Executivo do país: o governador Ricardo Coutinho (PSB).

RC segue fazendo a sua parte. O que realmente lhe compete em defesa do respeito a democracia. “A presidente Dilma nada fez para sofrer o afastamento do cargo”, disse o governador da Paraíba em seu discurso. Dilma persegue o objetivo de não cair, também manter acesa a ilusão de que voltará a presidir. Usou uma metáfora para justificar seu ponto de vista acerta do “golpismo”.

“Se formos usar como exemplo uma árvore, antigamente o golpe representava o machado derrubando a árvore. Agora, os golpistas agem como parasitas que vão destruindo a nossa democracia”, expôs a presidente afastada, cuja recebeu os aplausos da multidão presente na praça do povo do Espaço Cultura, palco da audiência pública que levou cerca de 5 mil pessoas, conforme estimativa da Polícia Militar.

Falou sobre os motivos de seu afastamento. Eis a versão dela: “Estou sendo acusada de assinar quatro decretos suplementares e isso não é crime. Tanto não é, que Fernando Henrique Cardoso e Lula assinaram os mesmos decretos e não foram punidos, porque não é crime. Se não foi crime no passado, não pode ser agora”.

E sobre a polêmica do dinheiro subtraído pelo governo atual para conclusão do Viaduto do Geisel, Rousseff comentou: “Tirar R$ 17 milhões de uma obra fundamental para a Paraíba é um desrespeito à prática republicana. É confundir o dinheiro público com o pessoal. Isso chama-se desvio de finalidade. É um crime contra a Paraíba. Isso é grave, porque se fez aqui, faz em qualquer lugar”.

Dilma jamais irá esquecer do governador Ricardo Coutinho. Ele, mais uma vez, está na dianteira de um processo de defesa da volta da presidente ao cargo. Em seu discurso, fez criticas ao Congresso Nacional e ao governo do presidente em exercício Michel Temer, principalmente por retirar de Rousseff a prerrogativa do uso do avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo Ricardo, “é uma mesquinharia muito grande. Não se pode tirar o direito de uma presidente legítima, eleita pelo povo de viajar pelo Brasil. Dilma é a presidente desse país, eleita pela vontade do povo e ela vai continuar percorrendo o Brasil, nem que seja de cavalo”.

Responsabilizou a grande mídia nacional para quem manipulou a população com um discurso de mudança com a saída de Dilma. “Porém, o Brasil mudou para pior” e observou que “o povo acordou e quer a volta da petista ao poder”, destacando que “estão governando sem ter tido um único voto…”.

“[…] A presidente foi afastada sem cometer um único crime e avançou porque o povo estava anestesiado. O povo foi usado, mas acordou para lutar pela democracia brasileira”, concluiu.