Abandonado pelo PT e carregando nas costas uma condenação de 24 anos de prisão, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto vai falar sobre o que sabe da campanha a reeleição de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff. A Veja jogou no asfalto uma matéria a respeito de relatos de pessoas próximas ao ex-dirigente do petê, informando que ele está corroído física e psicologicamente. Por isso, conforme a revista, Vaccari entrou na fila para celebrar um acordo de delação premiada. Pretende entregar a turma para não morrer por trás das grades.
Vaccari é oriundo da Operação Pixuleco, um das fases da Lava Jato coordenada pelo juiz Sérgio Moro. Ele está preso há 13 meses e não aguenta mais a vida que leva atualmente, sem que ao menos receber a visita dos antigos amigos como o ex-presidente Lula, além de outras companhias, principalmente aquelas que representam lucros.
Preliminarmente, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores ofereceu aos procuradores elementos comprometedores, segundo revelou a revista Veja em sua edição deste final de semana, principalmente sobre a campanha a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Fala-se em documentos e provas que podem sacramentar de vez o destino da presidente afastada, além também de revelações a respeito de Lula.
Em sua coluna hospedada no Diário do Poder, o jornalista Cláudio Humberto conta: “Preocupado, quase em pânico, o líder do PT na Cãmara, Afonso Florence (BA), esteve no presídio em companhia do ex-deputado petista Ângelo Vanhoni (PR) e ambos ouviram de Vaccari a decisão de fechar o acordo de delação”.
Paulo Rocha (PA), líder do PT no Senado, foi procurado por Florence que colocou o teor da conversa com Vaccari, que lhe garantiu que “será uma explosão controlada”. Porém, com perspectiva de aniquilar de vez com Dilma e, por tabela, com o presidente em exercício Michel Temer, pois a delação compromete a chapa vencedora das eleições passadas. É o que revela a Veja.
