Lira alega ‘exame filosófico’ para mudar prazo da defesa

Presidente da comissão especial do impeachment, o senador paraibano Raimundo Lira (PMDB) disse que fez um “exame filosófico” para recuar da decisão de reduzir o prazo de alegações finais da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira (6), durante a reunião com os senadores de diversos partidos, ele manteve do prazo inicialmente previsto de 15 dias.

A decisão do parlamentar foi elogiada por integrantes do bloco de oposição e situação. “Foi uma decisão elegante, sabia e correta”, destacou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que recentemente foi agraciada com o título de “Cidadã Pessoense”.

Recuar não significa em algumas situações constrangimento algum. Lira tomou a nova decisão por entender trata-se de um processo em que a defesa deveria ter mais tempo para a defesa. Ele havia deferido uma questão de ordem da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) alegou que o prazo de defesa deveria ser reduzido para 5 dias, lembrando as mudanças no Código de Processo Penal, posteriores ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor, quando utilizado o prazo de 15 dias.

José Eduardo Cardozo, advogado de defesa da presidente afastada, havia recorrido a Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a mudança do prazo para 20 dias, período concedido para as alegações finais da defesa. O senador Raimundo Lira acatou em parte o recurso, destacando ter sido essa uma decisão pessoal, tomada após um “exame filosófico”.