Ministro: ‘PT pode ir para o céu, papa ou o diabo’

Não está fácil a vida do governo petista, principalmente se depender de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para se livrar do cadafalso do impeachment da presidente Dilma Rousseff.  A tentativa de se livrar do afastamento do poder, o governista PT usou uma estratégia que não daria certo aqui e em canto nenhum. O ministro Gilmar Mendes criticou a ação de anular a sessão da Câmara Federal do último dia 17 de abril.

Mendes foi questionado sobre o que ele acha da decisão de José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, que acionou o Supremo usando a decisão do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA), que no primeiro momento, em um ato administrativo, deu uma canetada anulando a sessão do impeachment. “Ah, eles podem ir para o céu, o papa ou o diabo”, afirmou o ministro.

Os ministros do STF têm sinalizado de que não estão dispostos a suspender a tramitação do impeachment. O governo tentou uma articulação na véspera da votação na Câmara, mas acabou derrotado. Por isso, é esperado que a mesma estratégia ocorra nesta quarta-feira (11) na apreciação do processo de impeachment no Senado Federal.

Gilmar Mendes também ironizou a decisão de Waldir Maranhão: “[…] É interessante, n~e (risos)? Hoje eu vi uma notícia dizendo que isso (a decisão) foi regado a muita pinga, vinho. Isso até explica um pouco n;e? É, tá muito engraçado isso. Estranho né? Muito estranho”. (AE)