Bruno é empecilho na aliança do PPS com socialistas

Presidente do PPS de João Pessoa, o vereador Bruno Farias é o único empecilho para o partido se reaproximar do PSB do governador Ricardo Coutinho. Ligado ao grupo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), inclusive com laços familiares, Farias está na dependência do vôo dos tucanos, se para o terreno da virtual candidatura do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), ou do pré-candidato peemedebista Manoel Júnior.

Bruno ainda não se posicionou. Ele também quase desembarcou do PPS, mas recuou após uma conversa com o senador Cássio. Uma coisa é certa: o vereador-presidente da legenda expôs sua mágoa com o prefeito da Capital, tornando pública ao assinar o documento-requerimento pedindo a instalação da CPI da Lagoa, mesmo sabendo que é eleitoreira. Serve apenas para criar fatos a ser exibido no guia eleitoral da campanha deste ano.

Por outro lado, o vice-prefeito Nonato Bandeira, também presidente estadual do PPS, admitiu a possibilidade de uma reaproximação do PSB. Principal articular das campanhas vitoriosa do hoje governador Ricardo Coutinho, exceto em 2014, ele garantiu que a decisão passa pelos filiados.

“Vamos tratar desse assunto internamente para poder nos posicionar. Teremos que ver também com quem vamos nos coligar para a disputa proporcional”, disse Nonato jogando as cartas na mesa do debate sobre a política de alianças do partido que comanda no Estado.

Em outro momento, o presidente do PPS Estadual destacou que “a prioridade agora é montar o time que vai para disputa eleitoral”. Ou seja, a legenda está dividida em permanecer na base aliada do prefeito da Capital e uma coligação com a pré-candidatura do PSB do governador Ricardo Coutinho.

Recentemente, o partido sofreu duas baixas em sua bancada de vereadores. Desembarcaram da sigla Djanilson “faca cega” da Fonseca (PR) e Marco Antônio Queiroga (PHS), líder da bancada do prefeito na Câmara.