CPI do ‘nada’ transformaria Câmara em campo de batalha

Temendo transformar o legislativo de João Pessoa num campo de batalha por causa da abertura de uma CPI, proposta para investigar o “nada” sobre as obras do Parque Solon de Lucena (Lagoa), o presidente Durval Ferreira (PP) passou um recado na manhã desta quarta (9): “Vou fazer uma avaliação dos critérios regimentais e legais”, ponderou.

Durval usa o bom senso neste primeiro momento da proposta de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, até porque ele sabe perfeitamente que em ano de eleição não convém trabalhos paralelos a atividade do legislativo. “É o mesmo que deixar os interesses da cidade e da população para segundo plano”, comentou ele a amigos.

No dia mesmo da apresentação do requerimento com dez assinaturas dois vereadores, cujos nomes não foram revelados pelo interlocutor ao signatário do blog, falavam que iriam retirá-las. Alegam os mesmo motivos de Durval: “Neste momento, não devemos esquecer que a sociedade precisa do nosso trabalho em seu benefício, não em nosso benefício pessoal”, justificativa.

Como sempre, o vereador Renato Martins (PSB) esperneou. Claro, não tem compromisso com a cidade. Mas a proposta de Durval é a mais interessante de todas: deixar para debater a CPI após as eleições. Se é que existe “fato determinante” para a instalação. A quem diga que não.