Palavra de ordem: ‘não vamos deixar Ricardo acabar com PMDB’

Azedou de vez a relação política do senador José Maranhão (PMDB) com o governador Ricardo Coutinho (PSB). Neste momento, não os convidem para jantar logo mais, tampouco para o café da manhã deste domingo (14). A propósito, Maranhão tinha preparado a mesa para receber o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, neste sábado (13). E o que aconteceu: acertou quem disse que o governo, através das motos e carros batedores, desviaram o auxiliar do Planalto para a Granja Santana.

Maranhão ficou a ver navios esperando pelo ministro que não chegava. Sorte que o presidente estadual do PMDB estava muito bem acompanhado dos deputados Manoel Júnior (pré-candidato a prefeito de João Pessoa), Olenka Maranhão e Raniery Paulino, também de assessores. O deputado federal Hugo Motta não compareceu, alegando se encontrar em Brasília em campanha pela liderança do partido na Câmara. O deputado Nabor Wanderley também justificou a ausência.

O que foi informado ao senador Maranhão sobre o drible de corpo que o governador deu no peemedebista:

– Ricardo descobriu o café da manhã na casa de Maranhão em torno do ministro e bagunçou tudo;

– O ministro Henrique Alves deixou de vir a casa de Maranhão por pressão de Ricardo Coutinho;

– Em contrapartida, Maranhão se irritou e também não foi para o evento com o ministro e o governador do Estado;

– Quando Ricardo soube mandou o batedores pra lá e levar o ministro Henrique Alves direto para a Granja Santana;

– Maranhão, quando soube, ficou P…; Olenka, Raniery e Manoel Júnior também.

Algum integrante que estava na mesa do café da manhã, com a cadeira do ministro vaga, expôs: “Sinceramente, o clima de rompimento é irreversível. Se a imprensa pressionar, Ricardo Coutinho vai falar mal de Zé (Maranhão) e dessa vez o senador irá contra-atacar”. Outra saiu-se com essa: “Até Olenka já está com o pé no chão”.

O que seria um café da manhã em torno do ministro acabou se transformando numa reunião extraordinária e informal do partido, onde todos unificaram o discurso: “Não vamos deixar Ricardo Coutinho acabar com o PMDB”. Muito forte, mas o momento exige uma tomada de posição.

Chegou o ministro

Lá para tantas, chegou o ministro Henrique Alves na residência do senador José Maranhão no Altiplano Cabo Branco. Ao chegar na porta de entrada da sala principal da casa ouviu-se um suspiro: “Chegou só ou mal acompanhado?”.


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