Os espaços ocupados pelo PMDB na estrutura administrativa estadual, a cadeira na Assembleia Legislativa assegurada a sobrinha Olenka Maranhão – suplente de deputada -, além de outras benesses, fazem do senador José Maranhão refém do governador Ricardo Coutinho (PSB). Perante RC o morubixaba peemedebista tornou-se a figura de um “frouxo” por ter sido apontado como responsável pela quebradeira do Estado. Sequer, teve a coragem de vir a público fazer sua própria defesa, conforme havia prometido.
Maranhão calou-se diante de uma nota veiculada pelo governo em que atribui a ele uma “herança maldita” na ordem de R$ 1,3 bilhão, gerando o desequilíbrio das contas públicas estaduais. Deu-se durante a passagem da gestão para o governador Ricardo Coutinho em janeiro de 2011. Nesta terça (29), RC voltou a fustigá-lo: “Quando eu assumi peguei o Estado em 57% das despesas da folha de pessoal”, disse durante entrevista ao programa Rádio Verdade, do Sistema Arapuan.
A promessa da divulgação de uma nota rebatendo a acusação do governo não passou disso. Chegou ao blog a informação que Maranhão leu um escrito feito a dez mãos para um grupo de amigos, trechos de uma resposta que enviaria para à imprensa. No texto, de acordo com uma fonte próxima a JM, o presidente estadual do PMDB referia-se a Ricardo como “esse rapaz não tem jeito mesmo”.
As queixas Maranhão tinha ido buscar lá atrás. Em 2004, quando o partido havia emprestado apoio a Ricardo para ser prefeito de João Pessoa. A nota, porém, não passou do gabinete do escritório político do senador localizado aos redores do Parque Sólon de Lucena. Como quem cala consente, fica a versão que a “herança” de R$ 1,3 bilhão é verdadeira, responsável por gerar um déficit de R$ 411 milhões no orçamento estadual.
