Lira dá parecer favorável a projeto que TSE acha ‘impossível’

Mesmo atuando na Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Congresso Nacional, o senador suplente Raimundo Lira (PMDB), que virou titular sem que tenha obtido um único voto; virou manchete nesta quinta-feira (19). É dele a relatoria na CCJ a proposta de inserir na Constituição a obrigatoriedade do voto impresso.

O texto “escrito” pelo senador da bancada paraibana prevê que “no processo de votação eletrônica, a urna vai imprimir o registro de cada voto que será depositado, sem contato manual do eleitor, em um local previamente lacrado”. Conta o portal Diário do Poder que “o processo de votação só será concluído depois que o eleitor confirmar a correspondência entre o voto que aparece na tela e o documento impresso.”

Conforme a proposta do senador Raimundo Lira o modelo de votação com a impressão do voto vai ter obrigatoriedade passe a valer a partir das eleições de 2018.  “Sabemos que o voto eletrônico no Brasil foi um grande avanço, um sistema muito prático, muito moderno, mas ele precisava ser complementado”, afirmou RL.

O novo sistema é impossível ser adotado, conforme avaliação dos técnicos da Justiça Eleitoral. Nas eleições de 2014, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia 142.822.046 eleitores aptos. Foram usadas 532.705 urnas eletrônicas. O TSE estima em R$ 1,8 bilhão o custo para a implantação do voto impresso.